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2017-11-22

Festa do Divino Espírito Santo de Paraty – 26/05 a 04/06

Festa do Divino Espírito Santo de Paraty – 26/05 a 04/06

Serão nove dias de programação religiosa com missas, ladainhas, a tradicional Gincana, bingos, bebidas e comidas, além das danças típicas e programação musical em parceria com o Sesc Paraty!

O Centro Histórico e seus arredores se transformam para receber fiéis e turistas mesclando devoção e entretenimento, religião e cultura.

A Festa é um símbolo da relação que se estabelece com o Divino e também a ocasião de confraternização de variados grupos sociais onde todos participam, seja nos atos litúrgicos associados às figuras do festeiro e do Imperador, seja nos divertimentos, garantindo assim a identidade, individual e coletiva, através de uma memória comum, herdada e transmitida.

A Festa do Divino é atribuída à Rainha Isabel (1271-1336). Chegou ao Brasil trazida pelos colonizadores e acontece em Paraty desde o século XVIII.

Realizada no dia de Pentecostes (50 dias após a Páscoa), homenageia à Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Pelas suas enormes proporções, envolvendo praticamente toda a comunidade, começa a ser organizada um ano antes de sua realização: escolhido pela Paróquia, um “festeiro” administra dezenas de voluntários – às vezes mais de um para cada atividade, seja religiosa ou profana.

O ritual: levantamento do Mastro

No domingo de Páscoa, da casa do festeiro sai a procissão com as bandeiras, acompanhada pela Folia do Divino e pela Banda Santa Cecília, levando o quadro do mastro, a esfera que representa o mundo e a pomba no mastro.
Ao lado da Matriz, o mastro é montado e erguido, e a procissão retorna à casa do festeiro.

Abertura da Festa: as procissões

No primeiro dia, a cidade é acordada de manhã pela Alvorada Festiva, com a Banda Santa Cecília percorrendo as ruas do Centro Histórico. À noite, precedida pelos foguetes, parte a procissão da casa do festeiro à igreja: a comissão da Festa segue à frente, tendo um lugar diferenciado na procissão e no altar da igreja, como reconhecimento pelos meses de trabalho.

A procissão, em que vão se alternando os versos cantados da Folia e os dobrados da banda, para em frente à casa de um devoto para apanhar a bandeira da promessa, e segue para a primeira ladainha na igreja. Após a missa, a procissão volta com as bandeiras, foguetes, banda e Folia para a casa do festeiro, deixando no caminho a bandeira da promessa na casa de outro devoto. Esse ritual se repetirá nos oito dias seguintes da novena.

Programação profana: a praça

Durante os dez dias de Festa, após as celebrações da novena, acontecem eventos populares na Praça da Matriz que, em relação à programação religiosa, é conhecida como programação profana ou popular. Competições esportivas, gincanas, concursos, apresentação de shows musicais, danças, cirandas e outras atrações participativas, que envolvem os moradores de Paraty.

A Gincana

Há alguns anos, surgiu em Paraty a vontade de algumas pessoas de organizarem uma gincana durante a Festa do Divino que possibilitasse a confraternização dos jovens, através de provas esportivas, culturais e solidárias.
Durante a gincana, as equipes executam provas solidárias, que visam estimular a conscientização para as questões sociais, buscando a humanização do indivíduo; além de provas culturais sobre a história local; esportivas e recreativas, que integram e estimulam a competição.

O sábado da Festa

O sábado começa às 07h00 da manhã na casa do festeiro, com a distribuição de carne aos pobres. Às 09h00 saem as bandeiras da casa do festeiro, acompanhadas pela banda de música, pela Folia e pelo povo, que percorrem as ruas da cidade e os bairros mais próximos, rua por rua, casa por casa, pedindo esmolas. É o Bando Precatório, que termina na hora do almoço.

O almoço do Divino

O almoço gratuito e popular inclui macarronada, carne assada com batatas, frango assado ou cozido, arroz e a tradicional farofa de feijão, preparados durante uma semana pelas cozinheiras do Divino. Após a benção do alimento, são servidos cerca de dez mil pratos. Todos comem de graça: um momento de confraternização e solidariedade em que se expressa o dar, receber e retribuir que são o cerne simbólico da Festa. Brincadeiras tradicionais ocorrem para as crianças na praça, com a presença dos bonecos folclóricos: Boi-de-pano, Miota, Peneirinha, Cavalinho.

A Celebração de coroação do Imperador

Na noite do sábado, a procissão sai da casa do festeiro tendo à frente o menino que será coroado, os vassalos e os guardas, para a última ladainha da novena. Na Igreja Matriz, a corte imperial tem lugar especial no altar, com o trono do imperador já montado. Após o rito da Comunhão, o menino é chamado pelo Padre, e à frente da mesa do altar, de joelhos e de costas para o povo, os festeiros colocam sobre ele a capa, a sobrecapa, entregam-lhe o cetro, e ele é coroado. Após a missa, o imperador segue com sua corte para o Império, de onde assiste às danças folclóricas em sua homenagem: a Dança dos Velhos, das Fitas e o Marrapaiá de Cunha (congada).

O domingo: a Celebração de Pentecostes

O grande dia é anunciado pela alvorada de sinos e foguetes às 6h da manhã, acordando a cidade inteira para a Festa. Às 9h sai da casa do festeiro a procissão em direção à Igreja Matriz, com o imperador e seus vassalos à frente. Após a missa, ocorre a soltura simbólica de um preso. O imperador segue então com a procissão para a casa do festeiro, onde faz a distribuição dos doces para uma enorme fila, sobretudo de crianças, a sua espera.

Celebração de ação de graças: o encerramento

Por volta das 5h da tarde, mais uma vez a procissão com o andor do Resplendor do Divino Espírito Santo, bandeiras, Folia e banda, segue da casa do festeiro para a Igreja Matriz, para a Celebração de encerramento, em ação de graças. Durante essa missa, o Padre convida todos a saírem em procissão da igreja, nessa ordem: a cruz e os tocheiros, os estandartes dos santos festejados na cidade, o imperador, os vassalos e os guardas, o andor, o pároco, os festeiros e as bandeiras, a Folia, a banda e o povo.
A grande procissão percorre algumas ruas do Centro Histórico, parando em frente às outras igrejas, e retorna à Matriz.

O Padre convida os festeiros ao altar para dar o testemunho sobre sua experiência na festa, apresenta o novo casal de festeiros, e chama a subir ao altar a nova comissão da Festa. O fitão e a bandeira são então entregues ao casal de festeiros novos, terminando a missa de encerramento de forma muito eficaz tanto para o fortalecimento e a perpetuação da fé quanto para o ciclo a Festa do Divino. O cortejo sai da igreja para a casa dos novos festeiros, onde lhes são passadas as insígnias da Festa, em cerimônia conduzida pela Folia do Divino.

Veja a Programação Religiosa completa neste link!

 

Programação Musical e oficinas:

O Centro Cultural Sesc Paraty une-se à Secretaria Municipal de Turismo para celebrar junto com a população de Paraty as festividades do Divino Espírito Santo, classificado como patrimônio imaterial brasileiro no livro das celebrações em abril de 2013.
O Sesc entende o momento da Festa como oportuno para o desenvolvimento de ações que se relacionem com a temática do Patrimônio Cultural, como oficinas, mesas de debates e apresentações artísticas.
Paraty é um município que guarda imensa riqueza patrimonial, evidentemente por seu patrimônio arquitetônico mais também pelas tradições que perduram neste território configurando-se em vasto acervo do patrimônio imaterial. As festividades religiosas apresentam-se como a tradição mais presente na cidade tendo a Festa do Divino como ponto de culminância. A população valoriza as tradições e prestigia a programação destes acontecimentos tornando-os parte da memória da cidade.
A atuação do Sesc durante as festividades do Divino em Paraty tem como foco a temática do patrimônio cultural e para tanto elaboramos uma programação composta de apresentações artísticas em praça pública, oficinas de danças e brincadeiras tradicionais desenvolvidas com grupos de jovens, visitas às escolas com brincadeira tradicional e mesa de debates.
A programação terá incidência durante dois fins de semana no período de 26 de maio a 04 de junho de 2017.

Apresentações artísticas

Dia 26 de maio (sexta-feira)
Samba Que Eu Gosto – 23h
O GRUPO SAMBA QUE EU GOSTO é a opção do momento no sul do estado do Rio de Janeiro para aqueles que apreciam o verdadeiro samba de raíz. Idealizado pelo intérprete e cavaquinista e violonista Ivan Rosena, agregado ao conhecimento dos demais integrantes, Raphael Moreira (voz e violão), Diego Pádua (percussão), Felipe Pádua (percussão) e Fernando Oliveira (percussão), surgiu o grupo, que desponta no eixo Rio\São Paulo em virtude da boa interpretação de clássicos assinados por Cartola, Noel Rosa, Nelson Cavaquinho, Candeia, Clara Nunes, Paulinho da Viola, entre outros, remetendo aos ouvintes uma viagem ao passado e afirmar que o samba de raíz é um estilo atemporal.

Dia 27 de maio (sábado)
Ciranda Elétrica – 23h
Eles respeitam a velha guarda da ciranda e pediram licença aos grandes mestres. Uma guitarra, um baixo, uma bateria, uma percussão, que tal? A turma liderada por Leandro Campelo cresceu ouvindo ciranda. Na rua e em casa. Com um pé no rock e em ritmos mais populares de fora de Paraty, eles criaram a Ciranda Elétrica.
A Ciranda Elétrica surgiu em 2005 e tem em seu repertório cirandas, musicas de artistas e poetas de Paraty, como Zé Kleber e Luís Perequê, além de composições próprias que retratam o dia a dia do caiçara.

Dia 28 de maio (domingo)
Os 3 do Norte – 23h
Criado em 1992, em Sorocaba – interior de São Paulo, por José da Silva, Taú e Tertoliano Marques, Os 3 do Norte tem como missão promover e fomentar um dos maiores gêneros da música nordestina: o forró pé de serra. São 24 anos de história, e, acompanhado de suas músicas autorais, trazem em repertório grandes nomes da música popular brasileira, tais como: Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Jackson do pandeiro, Sivuca, entre outros.

Dia 29 de maio (segunda-feira) – 22h
DJ Marino Santos

Dia 30 de maio (terça-feira) – 22h
DJ Bebeto

Dia 31 de maio (quarta-feira) – 22h
DJ Marino Santos

Dia 01 de junho (quinta-feira) – 22h
Show de Calouros
O tradicional Show de Calouros acontece logo após a missa. É possível se inscrever no mesmo dia antes do evento.

Dia 02 de junho (sexta-feira) – 23h
A Barca
A Barca trabalha com a pesquisa e a movimentação da cultura popular brasileira, realizando um trabalho abrangente de criação de espetáculos, documentação, arte-educação e produção cultural, partindo da reflexão sobre o fazer artístico e suas responsabilidades estéticas e sociais.
“A Barca persiste em navegar na contramão porque sabe onde estão as jazidas mais preciosas. Há um polimento no canto, no instrumental, mas as adaptações não tiram a beleza e as cicatrizes da pedra bruta. (…) é um grande manifesto cultural que expande o legado de Mário de Andrade.” – Lauro Lisboa Garcia, O Estado de S.Paulo, 31/01/06.

Dia 03 de junho (sábado) – 12h
Velha Guarda
A Velha Guarda já conhecida tradicionalmente em Paraty com seu repertório de marchinhas, ciranda e samba estará animando o almoço do Divino.

Dia 03 de junho (sábado) – 00h
Moyseis Marques
Mineiro de Juiz de Fora, criado na Vila da Penha, Moyseis Marques é considerado uma das vozes mais marcantes de sua geração e um dos principais expoentes da revitalização da Lapa e da nova e já consolidada safra do samba.
Com 15 anos de carreira, 3 cds gravados (“Moyseis Marques”, 2007, “Fases do Coração, 2009 e “Pra Desengomar, 2012), duas indicações para o Prêmio da Música Brasileira e inúmeras parcerias com nomes como Edu Krieger, Zé Paulo Becker, Zé Renato, Luiz Carlos da Vila, Moacyr Luz, Arlindo Cruz, Pedro Luís, entre outros, Moyseis lança agora o seu quarto cd, o voz e violão “Casual Solo”.

Dia 04 de junho (domingo)
Encontro dos Cirandeiros de Paraty – 13h
A ciranda, conhecida dança de roda, é tradição em diversos cantos de nosso Brasil. Em Paraty, cidade sul fluminense, a ciranda que encanta moradores e visitantes reflete a origem cultural caiçara com traços expressivos da colonização brasileira.
O Encontro de Cirandeiros pretende contribuir para o resgate da história e da memória da ciranda de Paraty, reunindo jovens e velhos integrantes da manifestação musical caiçara do município, como o grupo “Os Coroas Cirandeiros” que é o mais antigo de Paraty na presença do mestre Verino, e jovens do grupo Cirandeiro de Parati, todos originais da Costa Verde.

Dia 04 de junho (domingo) – 20h
João Ormond – “Tem Viola no forró”
João Ormond, violeiro mato-grossense, compositor, pesquisador e historiador formado pela Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT.
Atualmente reside aos pés da Serra do Japi, na cidade de Jundiaí, Estado de São Paulo/SP e divulga pelo Brasil afora as riquezas dos ritmos pantaneiros.
Com um ponteado ímpar e harmônico, ele mostra a mistura da música cabocla com a música popular brasileira, destacando a viola como instrumento polivalente e universal; tocando modas e toadas, chamamés e guarânias, ritmos da fronteira mato-grossense.

Oficinas realizadas
1 – Oficina de Danças Tradicionais – “Dança dos Velhos” ministrada para participantes da gincana do Divino
2 – Oficina de Confecção de Bonecos e Resgate da Tradição das brincadeirsa da Miota, Boizinho e Cavalinho – grupo de alunos do curso normal do Cembra

Mesa de debates
Realização de mesa de debates sobre Patrimônio Imaterial com profissionais com expertize na classificação de bens culturais como Patrimônio Cultural Brasileiro.
Dia 03/06
Local – Casarão do Sesc Paraty
Convidados: Mônica Costa (Superintendente do Iphan RJ) e Hermano Fabrício Oliveira Guanais e Queiroz (Diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial)

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